{"id":851,"date":"2019-01-10T00:30:32","date_gmt":"2019-01-10T00:30:32","guid":{"rendered":"http:\/\/loie.com.ar\/?p=851"},"modified":"2019-01-10T05:20:19","modified_gmt":"2019-01-10T05:20:19","slug":"analivia-cordeiro-una-trayectoria-pionera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/loie-00\/homenajes\/analivia-cordeiro-una-trayectoria-pionera\/","title":{"rendered":"Anal\u00edvia Cordeiro. Una trayectoria pionera"},"content":{"rendered":"<p>No Brasil, a entrada, embora restrita, de equipamentos de v\u00eddeo pouco depois de seu lan\u00e7amento no mercado norte-americano no final dos anos 1960, despertou a curiosidade dos artistas que ansiavam por \u201cromper com os esquemas est\u00e9ticos e mercadol\u00f3gicos da pintura de cavalete, buscando materiais mais din\u00e2micos para realizar suas id\u00e9ias pl\u00e1sticas\u201d (MACHADO, 2007, p.17). O v\u00eddeo fora do contexto televisivo<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a>, por ser um equipamento de baixo custo de produ\u00e7\u00e3o, foi rapidamente adotado como uma das tecnologias mais utilizadas pelos artistas que tinham a experimenta\u00e7\u00e3o com o audiovisual como foco principal de seus trabalhos, mas n\u00e3o possu\u00edam condi\u00e7\u00f5es financeiras de utilizar recursos cinematogr\u00e1ficos. De fato, o contexto parecia prop\u00edcio:<\/p>\n<h6 style=\"padding-left: 120px;\">As artes pl\u00e1sticas no Brasil, fortemente vinculadas \u00e0 cena internacional, viviam um momento muito rico, com os desdobramentos de problemas que passavam das condi\u00e7\u00f5es espaciais da percep\u00e7\u00e3o \u00e0s suas bases corp\u00f3reas. (&#8230;) H\u00e9lio Oiticica (1937-1980) e Lygia Clark (1920-1988) radicalizaram essa transforma\u00e7\u00e3o ao promover o corpo como lugar, meio e suporte de suas express\u00f5es art\u00edsticas em trabalhos sensoriais (COSTA, 2007, s\/p).<\/h6>\n<p>H\u00e9lio Oiticica e o cineasta Neville de Almeida criavam com suas situa\u00e7\u00f5es instalativas subversivas <em>Cosmococas<\/em> (1973)<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a> o conceito de <em>quasi-cinema<\/em><a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a>. Artistas pl\u00e1sticos, entre eles Anna Bella Geiger, Fernando Cocchiarale, Ivens Machado, Sonia Andrade, Antonio Dias, mesmo sem possu\u00edrem uma ilha de edi\u00e7\u00e3o<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a>, j\u00e1 come\u00e7avam a tomar contato com os equipamentos <em>Portapack<\/em>, com os quais criaram um conjunto de trabalhos que se tornaria representativo da primeira gera\u00e7\u00e3o da videoarte no Brasil<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a>. Al\u00e9m deles, havia Waldemar Cordeiro<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a> (1925-1973), que, de acordo com a pesquisadora Christine Mello (2008), postulava uma arte interdisciplinar, instigava e problematizava novos circuitos para a artes sustentados pelo computador e redes de informa\u00e7\u00e3o<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a>.<\/p>\n<p>Foi nesse contexto art\u00edstico que a bailarina e core\u00f3grafa Anal\u00edvia Cordeiro deu in\u00edcio \u00e0s experimenta\u00e7\u00f5es multim\u00eddia utilizando os equipamentos herdados de seu pai, Waldemar Cordeiro, incluindo um computador \u2013 dispositivo raro para os criadores brasileiros naquele per\u00edodo. Desconsiderando a participa\u00e7\u00e3o do artista paraibano Antonio Dias com o v\u00eddeo <em>Music Piece<\/em> (1971), na exposi\u00e7\u00e3o italiana <em>The Illustration of Art-Music Piece<\/em> (1971), por ser um evento realizado fora do Brasil; Cordeiro \u00e9 reconhecida como uma das precursoras tanto da videoarte quanto da videodan\u00e7a brasileira<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[viii]<\/a>. Como afirma Arlindo Machado (2007, Op. cit. p.13), \u201ca verdade \u00e9 que, at\u00e9 prova ou interpreta\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, o mais antigo <em>teipe<\/em> admitido como pertencente \u00e0 hist\u00f3ria do nosso v\u00eddeo, conservado e acess\u00edvel para exibi\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje, \u00e9 <em>M3x3<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>A obra foi gravada em tempo real pela TV Cultura, em S\u00e3o Paulo, para participar de um festival de Edimburgo, na Esc\u00f3cia<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[ix]<\/a>, em 1973. Nesse v\u00eddeo pode ser observado um procedimento que seria adotado como pr\u00e1tica em todos os trabalhos posteriores da core\u00f3grafa: a investiga\u00e7\u00e3o dos movimentos nos corpos dan\u00e7antes. No cen\u00e1rio, nove quadrados pintados no ch\u00e3o e duas grossas barras pretas dividindo em tr\u00eas partes a superf\u00edcie da parede de fundo, transformam a tela em uma malha composta de eixos horizontais e verticais. As bailarinas, entre elas a pr\u00f3pria Anal\u00edvia e sua irm\u00e3 Fabiana, s\u00e3o apresentadas na primeira cena com trajes cotidianos. No restante do v\u00eddeo, vestindo malhas pretas com barras brancas \u2013 todas as cores foram abolidas, j\u00e1 que as transmiss\u00f5es na \u00e9poca ainda eram em preto e branco \u2013 as bailarinas, dispostas igualmente, uma em cada quadrado, realizaram movimentos retil\u00edneos com seus bra\u00e7os e pernas em sequ\u00eancias que acompanhavam as batidas secas de um metr\u00f4nomo. A c\u00e2mera sempre fixa, hora em <em>plong\u00e9<\/em>, hora em enquadramento frontal, registrava as composi\u00e7\u00f5es daqueles corpos an\u00f4nimos em movimento.<\/p>\n<p>Os objetivos de Cordeiro n\u00e3o se restringiam \u00e0 obra em si, de maneira ampla focavam a continuidade do estudo das composi\u00e7\u00f5es de movimento. N\u00e3o foi por acaso que a artista desenvolveu e criou, anos depois, o <em>software<\/em> de an\u00e1lise de movimento chamado <em>nota-anna<\/em> (1994), que permitia tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de coreografias. Enquanto \u201cos primeiros artistas que utilizaram o v\u00eddeo no Brasil concentraram-se em capturar as nuances expressivas do gesto perform\u00e1tico frente \u00e0 c\u00e2mera\u201d (ACOSTA, 2011, Op. cit. p.58), a core\u00f3grafa seguiu investigando a converg\u00eancia entre dan\u00e7a e v\u00eddeo em todas as suas cria\u00e7\u00f5es, tais como <em>Slow-Billie scan<\/em> (1977), <em>Striptease<\/em> (1997), entre outras<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[x]<\/a>.<\/p>\n<p>A artista estabeleceu dois termos para nomear suas realiza\u00e7\u00f5es: <em>videocoreografias<\/em> e <em>coreovideografias<\/em>, dependendo das especificidades de cada uma. Em suas videocoreografias intituladas <em>Carne I <\/em>e<em> Carne II<\/em> (2005), a core\u00f3grafa procurou estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o de extrema proximidade entre o corpo e a c\u00e2mera. Na realidade, ambos est\u00e3o intimamente interligados no v\u00eddeo, j\u00e1 que a c\u00e2mera foi acoplada ao corpo da bailarina Cristina Brandini. <em>Carne<\/em> exibe uma textura especial, produzida pela sobreposi\u00e7\u00e3o de sete camadas de imagens que misturam fragmentos do corpo da bailarina, sob um tule branco, se deslocando em micro-movimentos. Dando a ideia de \u201cum bordado\u201d, \u201cuma renda\u201d de imagens, \u201ca edi\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo remete aos princ\u00edpios visuais da arte concreta e do cubismo\u201d (CORDEIRO apud ACOSTA, <em>idem<\/em> p.109). Destaque para os ru\u00eddos produzidos pela respira\u00e7\u00e3o de Brandini que comp\u00f5em, junto \u00e0 imagem do seu corpo em movimento, a organicidade est\u00e9tica do trabalho.<\/p>\n<p>Cordeiro tamb\u00e9m participou como autora e colaboradora de diversas pesquisas envolvendo dan\u00e7a e m\u00eddias digitais, entre elas, <em>Coreografismos \u2013 Sistema cenogr\u00e1fico generativo para dan\u00e7a contempor\u00e2nea<\/em><a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[xi]<\/a> (2007), resultado de uma parceria com a designer Alice Bodanzky, orientada por Silvia Steinberg e co-orientada pelo pesquisador Luiz Velho. Nota-se que toda a trajet\u00f3ria da core\u00f3grafa \u00e9 marcada por permanentes aproxima\u00e7\u00f5es e fric\u00e7\u00f5es entre a dan\u00e7a e as diversas m\u00eddias tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia de Anal\u00edvia Cordeiro n\u00e3o se det\u00e9m unicamente no seu pioneirismo, mas tamb\u00e9m por influenciar diversos artistas e ainda colocar o Brasil, a seu tempo, na vanguarda da hist\u00f3ria da videodan\u00e7a que come\u00e7ava a despontar em outras partes do mundo, no in\u00edcio dos anos 1970.<\/p>\n<p><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/leonel.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-852 size-full\" src=\"http:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/leonel.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"467\" srcset=\"http:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/leonel.jpg 700w, http:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/leonel-600x400.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/p>\n<p>M3X3, 1973<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Segundo Christine Mello (2008:82), a primeira interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica com audiovisual no Brasil ocorreu em 1956, por interm\u00e9dio de uma performance midi\u00e1tica do artista pl\u00e1stico modernista Fl\u00e1vio de Carvalho (1899-1973).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> Oiticica projetou nove experi\u00eancias <em>Cosmococa<\/em>, todas abreviadas da seguinte forma: CC + n\u00famero de identifica\u00e7\u00e3o. As CC1 at\u00e9\u00a0 CC5 foram inventadas com Neville D\u2019Almeida; CC6 com Thomas Valentin; CC7, em Londres, para Guy Brett; CC8, para Silviano Santiago; e CC9 para Carlos Vergara (ALVES, 2009:12).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> Segundo a pesquisadora Katia Maciel, trata-se de uma esp\u00e9cie de cinema sensorial pautado na rela\u00e7\u00e3o do espectador (tornado participador) com o espa\u00e7o imersivo da proje\u00e7\u00e3o, produzindo uma situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o-narrativa com imagens que n\u00e3o representavam, mas experi\u00eancias que sensibilizavam corporalmente os participantes de cada sess\u00e3o (MACIEL, 2009:281).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> \u201cDiferentemente de Anal\u00edvia Cordeiro, a maior parte dos artistas pioneiros da videoarte no Brasil conseguiu acesso apenas a equipamentos de capta\u00e7\u00e3o de imagem e som, sem, contudo, conseguir acesso a equipamentos de edi\u00e7\u00e3o\u201d (MELLO, op. cit., 86).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> Esse contexto se deu no Rio de Janeiro quando esses artistas foram convidados para participar de uma exposi\u00e7\u00e3o de videoarte na Filad\u00e9lfia, Estados Unidos, em 1975. Mais tarde outros criadores de S\u00e3o Paulo agregaram-se \u00e0 primeira gera\u00e7\u00e3o da videoarte brasileira.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> Pintor, escultor, paisagista, designer, cr\u00edtico de arte e um dos pioneiros da <em>computer art <\/em>no Brasil.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> Em 1971, Waldemar Cordeiro realizou a primeira exposi\u00e7\u00e3o de arte por computador no pa\u00eds, intitulada <em>Arte\u00f4nica: o uso criativo de meios eletr\u00f4nicos nas artes<\/em>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a> \u201cA bailarina Anal\u00edvia Cordeiro foi a primeira a trabalhar com videodan\u00e7a como um produto de arte no Brasil, realizando dan\u00e7as exclusivamente para a c\u00e2mera, sem passar por palco nenhum\u201d (SPANGHERO, 2003:40).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[ix]<\/a> Em 1973, <em>M3X3<\/em> foi apresentada tamb\u00e9m na exposi\u00e7\u00e3o Arte de Sistemas na Am\u00e9rica Latina, no <em>International Cultureel Centrum<\/em>, na Antu\u00e9rpia, e no <em>Latin American Films and V\u00eddeo Tapes<\/em>, no <em>Media Study of The State University of New York<\/em>. Ainda no mesmo ano, Cordeiro participou do <em>The Bat-Sheva Seminar on Interaction of Art and Science<\/em>, em Jerusal\u00e9m, da XII Bienal de Arte de S\u00e3o Paulo e da mostra Jovem Arte Contempor\u00e2nea, realizada pelo Museu de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Paulo (ACOSTA, 2011:136).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[x]<\/a> Informa\u00e7\u00f5es sobre Anal\u00edvia Cordeiro encontram-se dispon\u00edveis em <a href=\"http:\/\/analivia.com.br\/\">http:\/\/analivia.com.br\/<\/a> (Acesso: 06\/12\/2017).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[xi]<\/a> Arquivo com detalhes da pesquisa dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.visgraf.impa.br\/e-trajectories\/choreographisms\/coreografismos_apresentacao.pdf\">http:\/\/www.visgraf.impa.br\/e-trajectories\/choreographisms\/coreografismos_apresentacao.pdf<\/a> (Acesso 05\/12\/2017).<\/p>\n<p><strong>Referencias <\/strong><\/p>\n<p>ACOSTA, Antonieta y Kehrig Elo\u00edsa, \u201cImagem do corpo em movimento na tela\u201d. Disertaci\u00f3n de maestr\u00eda en Teor\u00eda del Arte. L\u00ednea de Investigaci\u00f3n: An\u00e1lisis Cr\u00edtica. Posgrado en Ciencia del Arte de la Universidade Federal Fluminense &#8211; UFF. Niter\u00f3i, Brasil, 2011.<\/p>\n<p>ALVES, Cau\u00ea, \u201cH\u00e9lio Oiticica: cinema e filosof\u00eda\u201d, S\u00e3o Paulo: Revista Facom, No.21, 2009.<\/p>\n<p>COSTA, Cl\u00e1udio da. Let\u00edcia Parente, \u201cA videoarte e a mobiliza\u00e7\u00e3o do corpo\u201d In: Exposi\u00e7\u00e3o Prepara\u00e7\u00f5es e Tarefas: Let\u00edcia Parente. S\u00e3o Paulo: Pa\u00e7o das Artes, 2007. Ensayo para el cat\u00e1logo de la exposici\u00f3n. Disponible en: <a href=\"http:\/\/www.pacodasartes.org.br\/storage\/CLAUDIO%20DA%20COSTA.pdf\">http:\/\/www.pacodasartes.org.br\/storage\/CLAUDIO%20DA%20COSTA.pdf<\/a> (Acceso: 05\/12\/2017)<\/p>\n<p>MACIEL, Katia, \u201cO cinema tem que virar instrumento. As experi\u00eancias quasi-cinema de H\u00e9lio Oiticica e Neville de Almeida\u201d, In: MACIEL, Katia (org.). <em>Transcinemas<\/em>. Rio de Janeiro, Brasil: Contra Capa Livraria, 2009.<\/p>\n<p>MELLO, Christine, <em>Extremidades do v\u00eddeo<\/em>, S\u00e3o Paulo: Editora Senac S\u00e3o Paulo, 2008.<\/p>\n<p>SPANGHERO, Ma\u00edra, <em>A dan\u00e7a dos enc\u00e9falos acesos<\/em>, S\u00e3o Paulo: Ita\u00fa Cultural, 2003.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, a entrada, embora restrita, de equipamentos de v\u00eddeo  &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1094,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-851","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-homenajes","ediciones-loie-00","autores-leonel-brum"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/851","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=851"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/851\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2004,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/851\/revisions\/2004"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1094"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=851"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=851"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=851"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}