{"id":7534,"date":"2023-05-25T11:10:04","date_gmt":"2023-05-25T14:10:04","guid":{"rendered":"https:\/\/loie.com.ar\/?p=7534"},"modified":"2023-05-25T18:21:40","modified_gmt":"2023-05-25T21:21:40","slug":"a-danca-na-palma-da-mao-coreografias-que-navegam-pelas-redes-ate-as-nossas-telas-individuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/loie-12\/entrevistas\/a-danca-na-palma-da-mao-coreografias-que-navegam-pelas-redes-ate-as-nossas-telas-individuais\/","title":{"rendered":"A Dan\u00e7a na Palma da M\u00e3o: coreografias que navegam pelas redes at\u00e9 as nossas telas individuais."},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">Entrevista com Rebeca Recuero Rebs<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Os rios, esses seres que sempre habitaram os mundos em diferentes formas, s\u00e3o quem me sugerem que, se h\u00e1 futuro a ser cogitado, esse futuro \u00e9 ancestral.\u201d <\/em><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>KRENAK, 2022, p.11.<\/em><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria ocidental cisma em normatizar como o tempo funciona, todavia, ao estudarmos outras cosmogonias e culturas, percebemos que a rela\u00e7\u00e3o com os tempos passado, presente e futuro n\u00e3o respeita a mesma norma que n\u00f3s, os ocidentais, adotamos. Ailton Krenak, l\u00edder ind\u00edgena, fil\u00f3sofo e uma das maiores vozes brasileiras contempor\u00e2neas analisa\u00a0a passagem do tempo e a sua transcorr\u00eancia a partir de seu olhar em sua publica\u00e7\u00e3o <em>O Futuro \u00e9 Ancestral<\/em>. Para ele, se um amanh\u00e3 h\u00e1 de ser cogitado, \u00e9 importante termos a consci\u00eancia de que os rios sempre estiveram aqui, no nosso passado e ao nosso redor.<\/p>\n<p>Bem como a dan\u00e7a em sua intensa maneira de se modular com a passagem do tempo como apontado por Isabelle Launay ao usar o termo <em>reenactment<\/em> para se referir \u00e0s rela\u00e7\u00f5es da dan\u00e7a do presente com o passado. \u201cEm suma, o <em>reenactment <\/em>perturba o sentido do que aconteceu no passado. Repensamos o que foi pensado, enquanto re-dan\u00e7amos o que foi dan\u00e7ado, e esse retorno pode constituir um evento no presente.\u201d (LAUNAY, 2019, p.26). Fragmentos do porvir de ontem, com boa dose de presente, proponho neste artigo a reflex\u00e3o sobre as dan\u00e7as que permeiam a minha aten\u00e7\u00e3o: as dan\u00e7as na palma da m\u00e3o<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>. Para dar cabo a esta investiga\u00e7\u00e3o, apresento nesse artigo o estudo da pesquisadora Rebeca Recuero Rebs sobre o termo <em>Social Network Dance<\/em> (SND).<\/p>\n<p>Ao longo dos momentos mais fr\u00e1geis da pandemia da Covid-19 nos deparamos com longos per\u00edodos de navega\u00e7\u00e3o por meio de nossos dispositivos m\u00f3veis como smartphones e tablets. Foram dan\u00e7as, \u201cdancinhas\u201d \u2013 como s\u00e3o popularmente chamadas as coreografias de redes sociais \u2013 e diversas formas de mov\u00eancia em espa\u00e7os da tela em 9:16, 16:9, 4:5, como \u00fanica maneira de fazer e difundir-se.<\/p>\n<p>O formato tornou-se inclusive tema do <em>Online Symposium International Journal of Screendance, <\/em>realizado pela Universidade estadual de Ohio, em 2021. O tema: <em>This Is Where We Dance Now: Covid-19 and the New and Next in Dance<\/em> <em>Onscreen<\/em> trouxe \u00e0 tona discuss\u00f5es sobre a internet sediar ambientes de dan\u00e7as. Em uma das mesas de discuss\u00e3o acompanhei online a palestra do professor Trevor Boffone<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>, que dedica seus estudos a compreender as formas das quais a m\u00eddia social percebe a dan\u00e7a sob o espectro das quest\u00f5es de identidade, g\u00eanero. Na ocasi\u00e3o do simp\u00f3sio mencionou sua publica\u00e7\u00e3o <em>Renegades \u2013 Digital Dance Cultures from Dumbsmash to TikTok<\/em> (2021), dedicada a reflex\u00e3o dos fen\u00f4menos das dan\u00e7as nas redes sociais. Em sua fala e no livro, Boffone pontua.<\/p>\n<h6 style=\"padding-left: 120px;\">Durante o in\u00edcio da pandemia de Covid-19 em mar\u00e7o de 2020, como grande parte da popula\u00e7\u00e3o dos EUA estava em suas casas, o <em>TikTok<\/em> se tornou um lugar integral para entretenimento (&#8230;). De repente, as celebridades globais estavam usando a mesma tecnologia que os adolescentes em seus quartos. A principal diferen\u00e7a? No <em>TikTok<\/em>, os adolescentes comandam o show. (BOFFONE, 2021, p. 28, livre tradu\u00e7\u00e3o da autora do ingl\u00eas para portugu\u00eas).<\/h6>\n<div class=\" wp-image-7543 alignright media-credit \" style=\"width:408px;\"><a href=\"https:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nilton-siqueira-bailarino-cred-foto-felipe-amaral-cred-arte-kallebe-amil.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-7543 alignright\" src=\"https:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nilton-siqueira-bailarino-cred-foto-felipe-amaral-cred-arte-kallebe-amil-1200x1200.jpg\" alt=\"\" width=\"408\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nilton-siqueira-bailarino-cred-foto-felipe-amaral-cred-arte-kallebe-amil-1200x1200.jpg 1200w, https:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nilton-siqueira-bailarino-cred-foto-felipe-amaral-cred-arte-kallebe-amil-800x800.jpg 800w, https:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nilton-siqueira-bailarino-cred-foto-felipe-amaral-cred-arte-kallebe-amil-300x300.jpg 300w, https:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nilton-siqueira-bailarino-cred-foto-felipe-amaral-cred-arte-kallebe-amil-768x768.jpg 768w, https:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nilton-siqueira-bailarino-cred-foto-felipe-amaral-cred-arte-kallebe-amil-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nilton-siqueira-bailarino-cred-foto-felipe-amaral-cred-arte-kallebe-amil-600x600.jpg 600w, https:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nilton-siqueira-bailarino-cred-foto-felipe-amaral-cred-arte-kallebe-amil-100x100.jpg 100w, https:\/\/loie.com.ar\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nilton-siqueira-bailarino-cred-foto-felipe-amaral-cred-arte-kallebe-amil.jpg 1900w\" sizes=\"auto, (max-width: 408px) 100vw, 408px\" \/><\/a><span class=\"acf-media-credit\"><span class=\"acf-credit\">Nilton Siqueira &#8211; ph. Felipe Amaral<\/span><\/span><\/div>\n<p>E de fato, as coreografias que \u201cviralizam\u201d nas redes sociais como <em>TikTok<\/em> destacam-se em sua maioria por coreografias realizadas e concebidas por jovens da Gera\u00e7\u00e3o Z (nascidos entre 1995-2010). Ainda segundo Boffone, por mais que n\u00e3o haja n\u00fameros concretos divulgados, especialistas acreditam que cerca de 50% dos usu\u00e1rios da plataforma <em>TikTok<\/em>, t\u00eam entre 13 e 24 anos de idade. \u201cPasse algum tempo com adolescentes hoje e voc\u00ea reconhecer\u00e1 rapidamente o impacto do aplicativo.\u201d (BOFFONE, 2021, p. 27). Importante enfatizar que <em>TikTok<\/em> \u00e9 uma das plataformas do conglomerado chin\u00eas <em>ByteDance <\/em>e se define como principal destino para v\u00eddeo m\u00f3vel no formato curto. Em 2021, <em>TikTok<\/em> foi o aplicativo mais baixado no mundo, com cerca de 1 bilh\u00e3o de downloads em ambos os sistemas iOS e Android (EmizenTech\/Tudo Celular, 2021).<\/p>\n<p>No Brasil, Rebeca Recuero Rebs tem lan\u00e7ado o olhar para as coreografias que navegam no universo online das redes sociais. Rebs \u00e9 pesquisadora e professora adjunta da Universidade Federal de Pelotas-UFPEL (Rio Grande do Sul-Brasil), e ancora-se no termo <em>Social Network Dance<\/em>\u00a0(SND), em suas palavras, como parte de uma tentativa de conceituar\/entender estas obras que surgem neste universo das redes sociais na internet e que envolvem, prioritariamente, a linguagem da dan\u00e7a, do audiovisual e das Plataformas de Redes Sociais (PRS).<\/p>\n<p>Em entrevista realizada via e-mail, no dia 21 de abril, Rebs explana mais sobre esta investiga\u00e7\u00e3o que congrega seu estudo ao encontro do meu sobre as dan\u00e7as na palma da m\u00e3o. A seguir a entrevista na \u00edntegra:<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea chegou ao termo <em>Social Network Dance<\/em>?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Percebo que estas obras n\u00e3o s\u00e3o dan\u00e7as para a tela como a videodan\u00e7a, a cinedan\u00e7a, as animadan\u00e7as etc., mas uma outra especificidade dela. Elas se encontram dentro da l\u00f3gica de produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado em rede, de colabora\u00e7\u00e3o, da intera\u00e7\u00e3o e das din\u00e2micas sociais promovida nestes lugares do ciberespa\u00e7o (como o\u00a0<em>TikTok<\/em>, os\u00a0<em>Reels\u00a0<\/em>do\u00a0<em>Instagram<\/em><em>,<\/em> etc). Consequentemente, outros valores, outros prop\u00f3sitos e outras significa\u00e7\u00f5es e sentidos s\u00e3o atribu\u00eddos a este formato h\u00edbrido, ampliando as possibilidades, os espa\u00e7os\u00a0e os modos de ser e fazer dan\u00e7a por meio das tecnologias.<\/p>\n<p>Parti do termo\u00a0<em>social network sites<\/em>\u00a0(sites de redes sociais) atribu\u00eddo por Boyd e Elisson (2007)<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>\u00a0para definir estas plataformas que se constituem pela constru\u00e7\u00e3o de um perfil p\u00fablico ou semip\u00fablico, da constru\u00e7\u00e3o e posterior visualiza\u00e7\u00e3o da rede social virtual e da possibilidade de intera\u00e7\u00f5es, e adaptei\/acrescentei \u201c<em>dance<\/em>\u201d para que continuasse atrelada \u00e0 ideia destas plataformas, afinal, sem as PRS, n\u00e3o ter\u00edamos as SND.<\/p>\n<p><strong>Qual seu ponto de vista sobre as SND neste 2023 \u2013 p\u00f3s-\u00e1pice da Pandemia?\u00a0Pergunta especialmente direcionada \u00e0s plataformas<em> TikTok <\/em>e<em> Reels (Instagram).<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Acredito que ocorreu uma potencializa\u00e7\u00e3o das SND pelo pr\u00f3prio contexto em que est\u00e1vamos inseridos na Pandemia. Ou seja, as pessoas estavam em distanciamento social, cercadas em suas casas e buscavam intera\u00e7\u00f5es sociais. As PRS, neste contexto, possibilitaram com que pud\u00e9ssemos interagir, trocar capital social, formar e manter nossos la\u00e7os com a media\u00e7\u00e3o da internet. Com a pandemia esse uso foi intensificado. Ou seja, a internet foi uma \u201csalva\u00e7\u00e3o\u201d para que n\u00e3o fic\u00e1ssemos totalmente sozinhos durante esta pandemia e seu uso intensificado, otimizou diversas cria\u00e7\u00f5es, obras e pr\u00e1ticas sociais.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, penso ser indispens\u00e1vel percebermos que outros dois fatores andaram juntos para pensarmos as SND: as possibilidades oferecidas pelas plataformas e a apropria\u00e7\u00e3o social que deriva do que as pessoas fazem e criam a partir (e com) estas ferramentas. As pessoas tinham o espa\u00e7o virtual, tinham as ferramentas e tinham a pandemia. Assim, elas agiram, criando conte\u00fado, ressignificando e atribuindo novos usos e sentidos para estes espa\u00e7os virtuais e sociais que v\u00e3o caracterizar as SND. O convite para a participa\u00e7\u00e3o de desafios, a busca por valores sociais como a visibilidade, a popularidade, a reputa\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de autoridade etc. estimularam as pessoas a criarem conte\u00fado nestes lugares virtuais, promovendo din\u00e2micas que caracterizar\u00e3o o uso destes aplicativos, como o\u00a0<em>TikTok\u00a0<\/em>e os\u00a0<em>Reels<\/em>.<\/p>\n<p>Penso ent\u00e3o, que a pandemia n\u00e3o foi determinante para o surgimento das SND, mas sim, foi uma potencializadora do seu surgimento, bem como de sua dissemina\u00e7\u00e3o e incorpora\u00e7\u00e3o nas pr\u00e1ticas sociais no ciberespa\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea acha que as SND s\u00e3o uma linguagem de dan\u00e7a ou apenas uma forma de complementar o trabalho dos artistas da dan\u00e7a?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que as SND sejam mais uma possibilidade de lugar para a linguagem da dan\u00e7a e, a partir desta \u201cdescoberta\u201d, tamb\u00e9m entendida como um espa\u00e7o de possibilidades para complementar n\u00e3o apenas o trabalho de artistas, mas de produzir in\u00fameros outros sentidos que s\u00e3o incorporados na nossa sociedade, na nossa cultura e nos nossos modos de fazer e significar a Dan\u00e7a.<\/p>\n<p>Perceba que nossas atividades (sejam elas sociais, profissionais, de entretenimento, etc.) j\u00e1 t\u00eam migrado e acontecido no ciberespa\u00e7o h\u00e1 algum tempo. N\u00e3o foi diferente com a Dan\u00e7a. O ponto \u00e9 que \u2013 especificamente nestes lugares das PRS \u2013 a Dan\u00e7a entra em outra l\u00f3gica, n\u00e3o servindo apenas para o entretenimento, para a constru\u00e7\u00e3o e a exibi\u00e7\u00e3o de obras art\u00edsticas, como espa\u00e7o frui\u00e7\u00e3o, de performance e de manifesta\u00e7\u00e3o e cr\u00edtica social, mas tamb\u00e9m como espa\u00e7o fundamentalmente de intera\u00e7\u00e3o social e troca de valores potencialmente buscados na sociedade digital.<\/p>\n<p>Vejo pessoas criticando as SND como forma poss\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica ou mesmo como sendo obras sup\u00e9rfluas, capazes de desvalorizar o trabalho de alguns profissionais ou mesmo dar visibilidade para produ\u00e7\u00f5es sem crit\u00e9rios, banais, sem \u201ct\u00e9cnicas\u201d ou inferiores a outros tipos de produ\u00e7\u00f5es culturais, est\u00e9ticas e\/ou art\u00edsticas que se d\u00e3o fora das PRS (em compara\u00e7\u00e3o com outros territ\u00f3rios concretos na qual a Dan\u00e7a ocorre, por exemplo). Por\u00e9m, o meu foco de interesse e discuss\u00e3o vai para outro ponto. Acredito que nestes lugares, temos outras especificidades que potencializam e ressignificam essas obras, fazendo com que elas encontrem outros modos de manifesta\u00e7\u00e3o e significa\u00e7\u00e3o caracter\u00edsticas da sociedade atual, ou seja, a dan\u00e7a entra com seus elementos de linguagem para produzir experi\u00eancias est\u00e9ticas e construir amizades, estimular a coopera\u00e7\u00e3o, a competi\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de obras coletivas hipertextuais, abertas e sem uma l\u00f3gicas hier\u00e1rquica clara em sua forma de cria\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o, bem como na distin\u00e7\u00e3o entre artistas, produtores e p\u00fablico.<\/p>\n<p>As SND\u00a0entram como objeto de estudo da \u00e1rea da Dan\u00e7a, da Comunica\u00e7\u00e3o, do Audiovisual, da Cibercultura, etc. \u00c9 um fen\u00f4meno de interesses h\u00edbridos e coletivos que \u00e9 caracterizado pelo movimento atual de intera\u00e7\u00f5es e trocas entre pessoas dessa gera\u00e7\u00e3o conectada. Por esse motivo, al\u00e9m de poder complementar o trabalho de artistas (dar visibilidade, aproximar o artista do p\u00fablico, horizontalizar essa comunica\u00e7\u00e3o etc.), as SND apontam para um movimento cultural e est\u00e9tico que \u00e9 incorporado nessa sociedade da cibercultura. Assim, penso que as experi\u00eancias est\u00e9ticas s\u00e3o in\u00fameras, assim como tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel a produ\u00e7\u00e3o de obras art\u00edsticas advindas das SND.<\/p>\n<p><strong>Futuros ancestrais \u2013 Dan\u00e7as virtuais<\/strong><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do deslumbre sobre a temporalidade da natureza que nos arrebata, dos rios que criam seus afluentes sob a premissa de retornar a sua nascente sempre que necess\u00e1rio. Seria no fluxo da virtualidade, um meio de fazer\/existir\/coexistir\/ser dan\u00e7a a seu pr\u00f3prio tempo? E se as SDN forem o espa\u00e7o de possibilidades e conex\u00f5es com o tempo ancestral? Uma maneira de ser palco, a ser ainda (mais) desbravado por nossas mentes e corpos de dan\u00e7a, sob o <em>reenactment <\/em>(LAUNAY, 2019), numa contradan\u00e7a de bailarinas, bailarinos, bailarines e plateias globais. Cabe-nos nesta margem de caudaloso rio navegar, apreciar, mergulhar e vivenci\u00e1-lo cada vez mais conectados desde sua nascente at\u00e9 o presente ao nosso redor.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">*<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p>BOFFONE, Trevor. <strong>Renegades: Digital Dance Cultures fron Dumbsmash to TikTok<\/strong>. Nova York, EUA: Oxford University Press, 2021, p. 27-28.<\/p>\n<p>KRENAK, A\u00edlton. O Futuro \u00e9 Ancestral. S\u00e3o Paulo-SP, Brasil: Companhia das Letras, 2022, p.11.<\/p>\n<p>LAUNAY, Isabelle. <strong>As Dan\u00e7as de Depois<\/strong>. S\u00e3o Paulo-SP, Brasil: Revista Aspas ppgac-USP V.9 n.1, 2019. Dispon\u00edvel: <a href=\"https:\/\/www.revistas.usp.br\/aspas\/article\/view\/159042\">https:\/\/www.revistas.usp.br\/aspas\/article\/view\/159042 <\/a>Acesso: 25 de abril de 2023<\/p>\n<p>OHIO, University. <strong>Symposium This is Where We Dance Now Covid-19 and the New and Next in Dance Onscreen Online symposium and special issue of the International Journal of Screendance<\/strong>. Ohio, EUA: 2021. Dispon\u00edvel: <a href=\"https:\/\/screendancejournal.org\/index.php\/screendance\/issue\/view\/279\">https:\/\/screendancejournal.org\/index.php\/screendance\/issue\/view\/279<\/a><\/p>\n<p>Acesso: 25 de abril de 2023<\/p>\n<p>REBS, R. Rebeca. <strong>Social network dance: entendendo a dan\u00e7a em plataformas de redes sociais. <\/strong>In: DUARTE, Gustavo, CASTRO, Daniela, PALUDO, Luciana. <em>Dan\u00e7a no RS &#8211; Mem\u00f3rias e Perspectivas. <\/em>Santa Maria-RS, Brasil: Arco Editores, 2022, p. 158-173.<\/p>\n<p>BYTEDANCE. In: <strong>TikTok<\/strong>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.bytedance.com\/en\/\">https:\/\/www.bytedance.com\/en\/<\/a> Acesso: 24 de abril de 2023<\/p>\n<p>CELULAR, Tudo. <strong>Top 10: veja quais foram os aplicativos mais baixados em 2021 no Android e iOS<\/strong>. S\u00e3o Paulo-SP, Brasil: 2021. Dispon\u00edvel: <a href=\"https:\/\/www.tudocelular.com\/google\/noticias\/n184161\/top-10-aplicativos-mais-baixados-2021-android-ios.html\">https:\/\/www.tudocelular.com\/google\/noticias\/n184161\/top-10-aplicativos-mais-baixados-2021-android-ios.html<\/a> Acesso: 24 de abril de 2023<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Dan\u00e7a na Palma da M\u00e3o \u2013 Termo cunhado por mim para referir \u00e0s dan\u00e7as produzidas e difundidas por meio das redes sociais. Tema da atual monografia sendo desenvolvida pela Unicamp, sob orienta\u00e7\u00e3o da Profa. Dra. C\u00e1ssia Navas.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Trevor Boffone \u00e9 professor, escritor e produtor baseado em Houston-Texas. \u00c9 palestrante no Programa de Estudos de Mulheres, G\u00eanero e Sexualidade da Universidade de Houston e professor de espanhol na Bellaire High School. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/trevorboffone.com\/about\/\">https:\/\/trevorboffone.com\/about\/<\/a> Acesso em: 30 de abr de 2023.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1111\/j.1083-6101.2007.00393.x\">Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship &#8211; boyd &#8211; 2007 &#8211; Journal of Computer-Mediated Communication &#8211; Wiley Online Library\u00a0<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foto principal: Rebeca Recuero Rebs (entrevistada)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com Rebeca Recuero Rebs &nbsp; Os rios, esses seres  &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7544,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-7534","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","ediciones-loie-12","autores-vanessa-hassegawa"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7534","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7534"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7534\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7699,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7534\/revisions\/7699"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7544"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7534"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7534"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/loie.com.ar\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7534"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}